APSD – Associação Portuguesa de Solidariedade e Desenvolvimento

APSD – Associação Portuguesa de Solidariedade e Desenvolvimento, é uma Associação que, orientada pelos valores do respeito, confiança, diálogo, participação e autonomia, trabalha com as pessoas e as comunidades de forma holística, através da implementação de soluções de excelência que permitem o seu desenvolvimento sustentado com base nos princípios da solidariedade, igualdade e inovação social. O Público-alvo da APSD são: Crianças e Jovens; Ativos pouco escolarizados e sem formação profissional, Desempregados, Beneficiários do Rendimento Social de Inserção, Imigrantes e Minorias Étnicas, Vitimas e Agressores de violência doméstica, Formadores e Técnicos.

A APSD foi constituída em 1996 tendo desenvolvido a sua atividade, ao longo dos últimos 18 anos, no âmbito da Formação CertificadaCandidaturas e Projetos de Intervenção Comunitária (junto a comunidade). Desde 2000 tem Estatuto de IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social. Em 2013 a APSD passa a Entidade reconhecida como ONGD – Organização Não Governamental para o Desenvolvimentopelo Instituto Camões/MNE no âmbito da Cooperação;  em 2014 a APSD alargou o seu âmbito de atividade para as áreas de Educação, passou a ser Entidade Certificada pelo IPJ para a Organização e Realização de Campos de Férias a nível nacional. sua atividade estende-se a nível nacional tendo a APSD desenvolvido projetos nas Regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Algarve, Alentejo e Centro. E em 2015 pretende alargar o seu campo de atuação a várias zonas do país e aos Palop´s (com especial incidência para África – Cabo Verde, Moçambique, etc.).

Ao nível dos Projetos de Intervenção junto da Comunidade a APSD tem dois projetos que atuam na área da Violência Doméstica: – BIG – Balcão para a Igualdade de Género, que desenvolve atividades no Concelho de Oeiras, em Carnaxide, e – PCA – Projeto Comunidades em Ação, que atua nos Concelhos de Oeiras, Amadora e Odivelas.

A necessidade de desenvolver projectos desta natureza prendeu-se com o facto de, até então, não existir, no Concelho de Oeiras, Instituições a trabalhar a problemática da Violência Doméstica de forma sistematizada. E porque, acima de tudo, são temas extraordinariamente graves e com consequências alarmantes, terríficas e altamente perturbadoras para quem os vivencia. Tratam-se de pessoas que se encontram em estado de enorme vulnerabilidade e com necessidades especiais que exigem respostas e apoio integrado. Os números retratamobjetivamente o flagelo da violência doméstica. Segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) da UMAR (União de Mulheres Alternativa Resposta) foram mortas pelos seus companheiros ou ex-companheiros:  27 mulheres em 201140 mulheres em 2012 (53 tentativas de femicídio – homicídio femininos)37 mulheres em 2013(32 tentativas de femicídio); 40 mulheres em 2014 (46tentativas de femicídios).

Posto isto, a APSD, sentiu, não só necessidade, como também, uma espécie de obrigação e dever humano, social e moral, de contribuir para o bem-estar da sociedade, de forma geral, e de apoiar as pessoas que vivenciam violência e desigualdades de género, de forma muito particular.

BIG – Balcão para a Igualdade de Género – dá apoio ás pessoas envolvidas no fenómeno da Violência Doméstica (VD) e presta atendimento e aconselhamento psicológico,social e jurídico aVítimas, Agressores e famílias (incluindo filhos), de forma personalizada, confidencial e gratuita (ou paga de acordo com os rendimentos de agregado 

familiar)Está aberto diariamente na Sede da APSD em Carnaxide e atende pessoas do Concelho de Oeiras sendo extensível a outros Concelhos limítrofes, nomeadamente Lisboa, Cascais e Sintra.

O PCA – Projeto Comunidades em Ação – é um projeto idêntico mas direcionado a Imigrantes  Vítimas e Agressores – nacionais de países terceiros – e dá uma resposta integrada e sistematizada, no que respeita a informação, atendimento e acompanhamento psicológico e jurídico nas áreas da Violência Doméstica (VD) e Tráfico de Seres Humanos (TSH) de forma personalizada, confidencial e gratuita. O PCA atua em Balcões de Intervenção Itinerantes, sediados no Concelho de Oeiras, Amadora e Odivelas. Nos balcões ainda são ministradas Ações de Informação sobre VD e TSH dirigida à Comunidade Imigrante.

Estes Balcões além de atender Vítimas, atende também os Agressores. Mas a grande maioria das vítimas (85%) são mulheres e os agressores são homens. Por isso a APSD tem tentado desenvolver atividades com estas mulheres, designadamente, Ateliers Criativos, Grupos de Terapia e de Auto-Ajuda, Artes dramáticas, Workshops de Defesa Pessoal e acabou de criar uma parceria com a Especialista em Estética e Bem estar, Izabel de Paula. Trabalhar a questão da auto-estima, auto-conceito e auto-imagem nestas mulheres é absolutamente fundamental. 

A APSD também não esquece os Agressores, o outro lado da problemática da Violência Doméstica. O atendimento a Agressores foi uma das grandes novidades dos projetos da APSD nesta área e marcou a diferença relativamente à maioria das associações pares, que apenas apoia Vítimas de VD. Evidencia-se uma vez que em Oeiras a APSD é a única instituição que presta serviços na área da Violência não só a vítimas como também a Agressores. Acompanhar o(a) Agressor(a): porque se trata de uma pessoa que, tal como a vítima, se encontra em estado de sofrimento, podendo ou não ter alguma patologia psíquica; porque tem direito e legitimidade a apoiopara prevenir a reincidência (em crimes de violência doméstica e sexual); para proteger as Vítimas; e como forma de interrupção de ciclos de reprodução de comportamentos violentos. Se não se atuar junto do Agressor(a), a violência pode ser um processo sem fim.

Em termos de resultados alcançados, estes projetos já abrangeram cerca de 320 casos/pessoas de Violência Doméstica (BIG) e 76 casos/pessoas (PCA) – que corresponde ao número de pessoas atendidas (entre vítimas, agressores e criançase o número de atendimentos/acompanhamentos atingiu os 1842atendimentos (BIG) e 200 atendimentos (PCA) dese Outubro de 2012.